2009

crato, ceará
clique e alimente os peixes

picasso, cai guo quiang

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Quarta-feira, Dezembro 9

Cor nas palavras.

No ocre que toma o verde da folha
O sal da lágrima que doura o grão de areia
O verde brilhante do beija-flor que a beija
Bem no cume do rosa,
Rota na cor de chumbo do asfalto
Que alto, outro chumbo do céu nublado
Me atira uma chuva torrencial
Fonte de prismas do tiro
Quase solar que vaza a gota d’água
Arco íris em pleno céu de março
Fuma o homem o maço do cigarro
Que negro deixa teu pulmão
Puro charme do trago do lábio carnudo
Da boca de batom carmim da moça
Que roçam em mim os olhos verdes claros
É claro que este olhar não é de festim.
Rubras minhas faces que da romã
Furtou a cor.

Imagem: Denise Cardoso

Domingo, Dezembro 6

Foto - Pintura - Exposição de Telma Saraiva

A exposição apresenta séries de fotografias e foto-pinturas diferenciadas por temas como casamentos, formaturas, 15 anos, médicos, religiosos, crianças e filhos, além de fotos esquecidas no "Studio Saraiva". As fotos são acompanhadas por um áudio com depo4/12/2009Especialista em foto-pintura, técnica quase extinta, a fotógrafa Telma Saraiva expõe parte de sua produção artística em mostra no CCBNBAntes mesmo de Cindy Sherman, fotógrafa famosa pela produção de imagens conceituais durante a segunda metade do século 20, ou ainda do aparecimento do "milagroso" Photoshop, a cearense Telma Saraiva difundia sua arte pelas casas das famílias no sertão do Cariri.Influenciada pelo pai, fotógrafo e cinéfilo de carteirinha, Telma não resistiu, "caiu de amores" pelo universo das imagens. Fugindo de convencionalismos, a menina passou a se dedicar a foto-pintura."Eu colecionava uma revista chamada A Cena Muda e um dia, numa das edições, vi um anúncio de uma tinta americana própria para fotografia. Então, pedi para meu irmão escrever uma carta em inglês e encomendar as tintas. Eu devia ter uns 16 anos quando comecei a pintar. A princípio, fazia só para as minhas colegas e professores", diz Telma.Unindo o talento de fotógrafa com o de pintora, Telma transformava as fotos em verdadeiras obras de arte. Ela produzia cenários, figurinos e maquiagem para as sessões de foto.Depois, retocava as imagens mas, sem trair a veracidade dos traços. O acabamento era perfeito. "Aprendi com o meu pai que ninguém quer sair feio nas fotos. Então, ele me ensinou a iluminar e a observar bem o rosto das pessoas. Só com a iluminação já dava para observar e eliminar algumas imperfeições".


Exposição




Na exposição "Busca", com curadoria de Franklin Lacerda, o público terá a chance de conhecer um pouco mais do trabalho de Telma Saraiva.A mostra traz um recorte de sua produção comercial em fotografia e foto-pintura. As imagens foram produzida nas décadas de 1960, 70 e 80, revelando a poética dessa artista que não economizou esforços na tentativa de embelezar os retratos dos seus clientes, aproximando-os da pintura.Segundo Franklin Lacerda, a exposição é uma sequencia de um projeto seu, que já possui dois anos de pesquisa."Estava fazendo um documentário sobre o ´Stúdio Saraiva´ quando surgiu a ideia de realizar uma individual com os trabalhos de Dona Telma. A exposição tem por objetivo resignificar o trabalho da artista, a partir de depoimentos dos retratados ou de seus familiares", explica o curador.A exposição "Busca" apresenta séries de fotografias e foto-pinturas diferenciadas por temáticas, como casamentos, formaturas, 15 anos, médicos, religiosos, crianças e filhos, além de fotos esquecidas no "Stúdio Saraiva". As imagens estão acompanhadas por um áudio com depoimentos de clientes que expõem diferentes relações entre eles e as fotos exibidas.




Estruturação




As fotografias formam configurações aleatórias, onde incide uma luz recortada sobre a imagem, deixando as molduras originais na penumbra. Além disso, conta com a presença de um livro contendo as imagens e depoimentos colhidos durante todo o processo de construção da mostra.O músico Clayton Barros, integrante da banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado, foi quem produziu a ambiência de som, transformando a exposição em uma experiência de cunho audiovisual. "Todo o trabalho de Dona Telma tem uma carga afetiva muito grande. A memória é outro elemento vivo em suas fotos. Lembro que uma das pessoas entrevistadas me disse emocionada, que quando visualiza a imagem de sua mãe, o que lhe vem primeiro à mente é a foto que a artista fez dela", diz Clayton.A exposição segue em cartaz até o dia 30 de dezembro, no CCBNB de Fortaleza. Em seguida vai para o centro cultural de Souza. Apresenta também uma versão virtual (http://www.telmasaraiva.wordpress.com.br/).




Foto e pintura




Talento da terra



Telma Saraiva, filha e mulher de fotógrafo, começou a se interessar por fotografia e cinema na década de 1940. Seu pai era fotógrafo na cidade de Crato (no sul do Estado), e a incentivava a frequentar os cinemas da cidade. Telma Saraiva colecionou revistas sobre o assunto e descobriu a técnica de colorir fotografias. Sua obra, até então nunca mostrada, foi descoberta recentemente por Titus Riedl, fotógrafo e pesquisador alemão radicado no Cariri, e ganhou exposição de "Retrato Popular" no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, e na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, em 2006.
Mais Informações:Mostra individual de Telma Saraiva, com curadoria de Franklin Lacerda, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar). Contatos: (85) 3464.3108. Gratuita. Em cartaz até o dia 30 de dezembro, de terça a sábado, de 10h às 20h e aos domingos, de 10h às 18h.





ANA CECÍLIA SOARES
REPÓRTER


Fonte: Cariricaturas

Sábado, Dezembro 5

Alguns trabalhos sobre o Cariri - Chrystian Marques

Dança
acrílica sobre tela




visões de pedra


nanquim sobre papel

Nanquim sobre papel
bombardeio caldeirão

Acrílica sobre tela
2009


óleo sobre tela
2009



2000 – Curso de pintura (Senac).


2003 – Espaço Mestre Eloi, Crato, “Fé” – Outubro (Museu de Arte Vicente Leite).


2003 – I Mostra Cariri das Artes, Crato, Museu de Arte Vicente Leite - Coletiva – Entre tempos: Entre a arte moderna e contemporânea, novembro.
– Universidade Regional do Cariri, “Variações”, (Coletiva) (pintura, colagens e objeto), dezembro.
2004 – Hotel Encosta da Serra, fevereiro.


- SESC/Crato. “Expressões”, março. (Pintura e esculturas).
- Doação para o Museu Histórico, Crato, escultura de gesso “Mulher fênix”.
- Espaço mestre Eloi (Museu de Arte Vicente Leite). “Mulheres”, (pinturas e esculturas) junho.
- Espaço Navegarte – “pinturas” – julho.


2005 – “ II Semana de cultura, ciência, arte e esporte na Urca”, Coletiva. “Do regional ao um novo olhar”, outubro.
- Universidade Regional do Cariri, Crato-CE. “
- Arte na praça – Crato-Ce. Praça da Sé.
- VII Mostra Cariri das Artes – Coletiva ( O novo ) – novembro.


2006 - Universidade Regional do Cariri – Coletiva – Arte contemporânea – “Incluídos”?
- Workshop de Arte Contemporânea com o curador e crítico de arte Kevin Power.


2007 – SESC– “Indivíduo Coletivo” - Coletiva , maio/junho. Juazeiro do Norte,CE
- Centro Cultural dos Correios – “A CARA DO RIO” (desenho) – Coletiva - Rio de Janeiro / junho-julho.


2008 – Centro Cultural Banco do Nordeste – “Abusados” (desenhos)– Individual. Juazeiro do Norte, março.


- Obra em acervo no Centro Cultural Banco do Nordeste-Juazeiro do Norte-Ceará
2009 – Cariricaturas – Coletiva – Universidade Regional do Cariri



Formação: Auto-didata


/ Cel: 88-88183541web: www.artmajeur.com/chrystianmarques

Cariri: Um todo de uma parte ou uma parte de um todo


Por Alexandre Lucas*


O Cariri é um misto de confluências de cores e cultos, reduto de engenharia artística em que as engrenagens são movidas pelos fazeres e pensares populares e contemporâneos.

No Cariri a maquina humana bebe do passado e do futuro para alimentar a alma presente. Aqui é terra firme aonde pousam o soldadinho da chapada e os pássaros mecânicos, em que em que a tecnologia de ponta convive com o ferro de passar a carvão. O Cariri perpassa caminhos do autoflagelo marcado pelo catolicismo popular e das profanas músicas da indústria do embrutecimento cultural.

Pelas ruas das cidades temos os contrastes. Temos o budega e o Shopping Center, os possuidores e os despossuidores Temos a vida circulando, num tempo que não pára.

A região tem raízes fincadas numa realidade concreta que indiscutivelmente é associada à confluência da vida, aos intercâmbios, os embates e as influências do campo econômico, geográfico, cultural e social, num continuo processo dialético.

O Cariri não tem formato fechado, pelo contrário tem culturas e artes que são históricas e sociais, como é qualquer outra parte do mundo.

O Cariri não pode ser visto como um fragmento isolado dentro de uma totalidade, mas compreendido como parte entranhada desta totalidade, recheada por antagonismos e confluências nos mais diversos aspectos.
Em tempos de globalização, o processo e as formas de produção e reprodução da existência humana, ocorre numa velocidade quase que instantânea e não estamos inertes a esses acontecimentos.

É deste Cariri do campo e da cidade, da indústria e da oficina de fundo de quintal, do operário e do empresário, da Igreja Católica e dos terreiros das religiões de Matriz Africana, das brincadeiras populares, do imaginário que se mistura com o real, da diversidade e da pluralidade que nos alimentamos.

No entanto é preciso atentar para não caímos no discurso apaixonado que nos coloca distante da realidade e nos encaixota regionalmente. O Cariri é uma região da cultura com suas peculiaridades, como qualquer outra localidade aonde existem homens e mulheres, pois somente com seres humanos é possível se produzir cultura.

A produção simbólica do nosso povo não se fixa no tempo, ela acompanha os acontecimentos, através de sobressaltos, vagarosidades e instantaneidades. As manifestações simbólicas e artísticas permeiam-se dentro do motor da realidade.

A comunhão das danças profanas e sagradas, as vestes dos brincantes, o cordel, as formas de organização dos grupos, os fazeres contemporâneos e populares não são eternos na sua forma original sofrem influências do tempo e do espaço, assim como também acontece com a grande indústria da cultura.

Pensar o Cariri em termos de arte e de cultura como algo eterno e puro é desalojar a capacidade produtiva e criativa do nosso povo. No esmeril da construção humana sofremos uma lapidação de acréscimos, hibridismos e de reinvenção da vida.

No entanto precisamos comer com voracidade a história do nosso povo Kariri, a plural e diversificada produção dos habitantes desta terra e o que a humanidade já produziu e produz, como fez o grande poeta comunista Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré que se alimentou da realidade dos oprimidos e explorados do Cariri e da história da humanidade para produzir os seus versos afiados com regionalidade e universalidade.

*Coordenador do Coletivo Camaradas, pedagogo e artista/educador.

Sexta-feira, Dezembro 4

Vivaldo Simoneto, novo colaborador do artesvisuaiscariri



Vivaldo Simoneto – Artista Plástico Nascido em 12 de Agosto de 1973, natural de Santa Maria, distrito de Alto Paraná, é autodidata, artesão, poeta, sonhador, idealista, mas com os pés no chão, aguarda o melhor momento para tomar decisões que são planejadas, persistente no que quer, tem muita confiança e auto-estima elevada, não desiste nunca do que pretende, sensível às pessoas e luta por elas e por seus sentimentos, declara que o mais importante no ser humano é a essência, demonstrada em algumas de suas obras. Considerado muito criativo e inquieto ao extremo, está sempre inventando. Atualmente vem fazendo pesquisas ambientais desenvolvendo projeto ligados a reciclagem de material plástico e papel.É professor de desenho grafite na Escola de Música Impaktu´s, e particular.Vê a arte como sendo uma extensão da vida e vice-versa.Nunca teve oportunidade para se formar, mas nunca deixou de sonhar! Em suas obras, prioriza as pesquisas experimentais, utilizando tipos inusitados de materiais e fazendo de tudo um pouco: esculturas, instalações, pinturas, desenhos, poemas, artesanatos usando material reciclável como arames, tijolos, jornais, latas entre outras expressões artísticas.
www.eufacocultura.blogspot.com

Quinta-feira, Dezembro 3

Sobre a arte regional - Chrystian

Posso dizer que estou saturado que nesse momento vou escrevendo. Chega de pensar que somos uma familia em casa de taipa! Falo da arte regionalista, regional contemporânea feita e pretendendo ser feita por artistas antenados do cariri. Antenados sim, porque está demais claro que a arte aqui não se resume a fazer casa de taipa, sítio, galinhas bicando as minhocas da terra e os milhos, lata dágua na cabeça, reizados, maneiro pau, etc, etc.. Desde quando comecei a fazer curso de desenho e pintura no Crato no Museu de Arte Vicente Leite, a mais de dez anos atrás, ficava horas olhando os quadros a óleo de artistas cearenses. Vi que num tempo de Sinha damora, Bruno Pedrosa, Sérvulo Esmeraldo, as imagens eram puramente regionalistas, mas um regionalismo de conceitos. A arte andando lado a lado com a cultura, essa vai moldando nosso tendencionismo matuto antenado interiorano universalizado. Cultura que é compreendida como pobreza é admitir que somos um povo pobre fisicamente e intelectualmente. Mas nossa cultura não é de pobreza senão de riqueza de arte e conteúdo porque somos agraciados com a simplicidade e com a inteligência, com a maneira peculiar de sermos ácidos do bem e povo carismático, somos brasileiros, antenados, somos ricos intelectuais! O problema é da falta de bom senso de uma maioria em achar a Hylux, o shopping, as forrozadas ilégitimas e pornográficas, a cultura de massa enfim, as riquezas do bom costume de um povo.

Cubismo



O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque.
O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.
O movimento cubista evoluiu constantemente em três fases:
Fase cezannista ou cezaniana entre 1907 e 1909 -
Fase analítica ou hermética entre 1909 a 1912 - que se caracterizava pela desestruturação da obra, pela decomposição de suas partes constitutivas;
Fase sintética (contendo a experimentação das colagens) - foi uma reação ao cubismo analítico, que tentava tornar as figuras novamente reconhecíveis, como colando pequenos pedaços de jornal e letras.
Desta última fase decorrem dois movimentos:
Orfismo
Secção de Ouro
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O pintor cubista tenta representar os objetos em três dimensões, numa superfície plana, sob formas geométricas, com o predomínio de linhas retas. Não representa, mas sugere a estrutura dos corpos ou objetos. Representa-os como se movimentassem em torno deles, vendo-os sob todos os ângulos visuais, por cima e por baixo, percebendo todos os planos e volumes.




Principais características



geometrização das formas e volumes;
renúncia à perspectiva;
o claro-escuro perde sua função;
representação do volume colorido sobre superfícies planas;
sensação de pintura escultórica;
cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.
O cubismo se divide em duas fases:
Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.



Cubistas e artistas com obras cubistas

fonte: wikipédia

Terça-feira, Dezembro 1

Chrystiane Corrêa


Expondo virtualmente o trabalho de Chrystiane Correa relembro a convicção que a arte não se ultrapassa, não se contemporaniza ao ponto de acharmos que a pintura é uma técnica desvalorizada como afirmam um mercado alienado, um mercado exigente de espaços vazios, exposições feitas de qualquer maneira. Contemporanizar não obrigatoriamente significa alienar. Ela a pintura continua no seu estatus tendo seu ganho num desenho mais livre, mais incisivo, mais explosivo quando seu discurso poético é querer chegar mais claro, é
emocionar e provocar. Quanto mais objetivo melhor é o contágio que a pintura pode exercer. Ao conhecer o trabalho de Chrystiane Correa eu me identifiquei muito porque em meu trabalho acredito que existe uma maneira simples e nova de expressar nossos sentimentos, pensamentos sem que precise um embaralhamento para denotar profundidade. A beleza é sem dúvida fundamental. A criação é feita a partir de algo que já existe e que é transformada. Não é tão definido como a gente pensa olhar seu trabalho, mas não é tão obscuro. A arte tem que ter esse brilho interno que é descoberto quando simplesmente entendemos como as coisas são, a arte para alegrar como para provocar, dialogar com nossos interesses, nossos conflitos, nossos desejos. Um trabalho artístico deve ter seu valor que nos venha enriquecer a alma. Seja pela forma, pela cor, pela dimensionalidade, bidimensionalidade, seja no grito que o ecoa pelas intervenções urbanas como pelas instalações em galerias.

Chrystian Marques

Artista plástico e Administrador do blog



Na Mídia


"Formas disformes, pinturas provocativas, sensações indescritíveis, sentimentos extrapolados. Seja lá qual for a maneira escolhida para definir o trabalho artístico de Chrystiane Corrêa nada estará certo ou errado – até porque tanto a arte como a própria artista plástica não se encaixam em padrões pré-estabelecidos. Pelo contrário, existem para contradizer o status quo vigente e criar novos paradigmas."...








Antônio Tozzi - Jornal Achei USA


Beijo 2



sweet Jesus


beijo


Eva


Uma noite com o Rei



biografia



Chrystiane corrêa · nasceu em niterói - rio de janeiro - brasil - 1961.



Formação


· comunicação social - universidade gama filho. · escola de artes visuais do parque lage, rio de janeiro.



Cursos


parque laje - joão magalhães · núcleo de estudos com joão wesley e chang. · história da arte com marco antonio. · processo criativo com charles watson.



Livros


· campo de imantação - livro galeria, org l. Guelman, pierre crapaz, joão wesley - eduff - 2004. · édesign - arquitetura arte decoração design paisagismo - volume 1 - 2006 - editoria eliane figueredo. · harvests of new millennium - art and poetry - vol 1 nº 1 - india - usa - 2008. · harvest of new millennium - art and poetry - 2009 - editor santosh kumar. · arquitetura e interiores - rio de janeiro - 2009 - editora vania e mosley - fotografias mca estúdio. ·


exposições coletivas



· universidarte - universidade estácio de sá - 2001 - rio de janeiro. · universidarte - universidade estácio de sá - 2001 - niterói. · museu do ingá - novas aquisições - 2004 - niterói. · galeria de artes visuais lana botelho - 2002 - gávea - rio de janeiro. · galeria de artes visuais da uff (universidade federal fluminense) - exposição campo ambiental - 2003 - niterói. · galeria do poste (aniversario da galeria) com o grupo imaginário periférico - 2004 - niterói. · galeria de artes visuais solange rabelo - exposição scent of woman - 2006 - miami - usa. · imaginário periférico - exposição em pau grande - 2003 - campos. · imaginário periférico - exposição em dois atos - 2003 - rio de janeiro. · galeria do poste - 2007 - niterói. · encontro com a arte - coleção natural life - todeschini oceânica- niterói -rj - 2008. · exposição new york - international arte expo new york -2009-jacob k. Javits convention center. · galeria patricia costa - rio de janeiro - 2009.



projetos especiais


· catálogo cultural da cidade de niterói - rj - evento gastronômico - projeto da arquiteta cristina grossi - forte rio branco -2005 - niterói - rio de janeiro. · tv globo - quadros na cenografia das novelas: a cor do pecado, senhora do destino, belíssima - 2004, 2005 - rio de janeiro - brasil. · tv 30 - participação com quadros em cenários de vários programas - 2005. · tv brasil - cenário no programa leila cordeiro, café da manha - 2006 - miami - usa. · mastercasa - galeria de arte - projeto da arquiteta kátia jacobson - 2003 - niterói. · artefacto - novo olhar - ambientação - sergio paulo rabello - 2009 - rio de janeiro. · tv globo - novela caras e bocas - abril 2009 - cenografia may. · escritorio de arte - sciacco studio - tania sciacco - 2009



www.chrystianecorrea.com


Fotógrafo Dada Petrole em entrevista

Em breve estaremos postando uma entrevista com Dada Petrole, que reside atualmente na Alemanha, Munster. Dada falará sobre seu trabalho, sua carreira. Dada é natural do Crato, Ceará. Vive a 14 anos na Alemanha trabalhando como fotógrafo. Ganhou prêmio pelo projeto chamado "Moderatrix Cariri" sendo condecorado como um dos melhores trabalhos de Design dos paises de lingua alemã do ano de 2007. Esse premio é o oscar do design entre os paises de lingua alemã (alemanha, suiça e austria). O trabalho foi o único premiado em fotografia entre os 619 concorrentes (no geral 2.000) na sua categoria (no geral 2.000) e ficou ao lado de grandes outros trabalhos em diversas mídias.

13° Salão de Artes Visuais da Cidade de Natal (RN)

O 13° Salão de Artes Visuais da Cidade de Natal (RN) está com inscrições abertas até 30/12/09 no Núcleo de Artes Visuais da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte). O salão é destinado a artistas residentes no Estado de Rio Grande do Norte.
Nesta edição, homenageia o artista potiguar Rossini Perez (1932), que nasceu em Macaíba e inscreveu seu nome no circuito nacional e internacional de artes visuais.
Os 18 artistas selecionados serão premiados com R$ 1.350,00 e haverá, pela primeira vez na história do salão, uma premiação para a realização de um ensaio teórico no valor de R$ 2.000,00.




Mais informações:
Fundação Cultural Capitania das Artes
Natal (RN): r. Câmara Cascudo, 334, Cidade Alta, tel. (84) 3232-4599. Seg. a Sex., 08h/17h.
www.natal.rn.gov.br/funcarte

CRONOGRAMA
Término das inscrições
30 de Dezembro de 2009

Abertura da mostra
22 de Janeiro de 2010

Término da mostra
31 de Março de 2010

Quinta-feira, Novembro 26

Chrystiane Corrêa - A artista Carioca

Expondo virtualmente o trabalho de Chrystiane Correa relembro a convicção que a arte não se ultrapassa, não se contemporaniza ao ponto de acharmos que a pintura é uma técnica desvalorizada como afirmam um mercado alienado, um mercado exigente de espaços vazios, exposições feitas de qualquer maneira. Contemporanizar não obrigatoriamente significa alienar, desEla a pintura continua no seu estatus tendo seu ganho num desenho mais livre, mais incisivo, mais explosivo quando seu discurso poético é querer chegar mais claro, é emocionar e provocar. Quanto mais objetivo melhor é o contágio que a pintura pode exercer. Ao conhecer o trabalho de Chrystiane Correa eu me identifiquei muito porque em meu trabalho acredito que existe uma maneira simples e nova de expressar nossos sentimentos, pensamentos sem que precise um embaralhamento para denotar profundidade. A beleza é sem dúvida fundamental. A criação é feita a partir de algo que já existe e que é transformada. Não é tão definido como a gente pensa olhar seu trabalho, mas não é tão obscuro. A arte tem que ter esse brilho interno que é descoberto quando simplesmente entendemos como as coisas são, a arte para alegrar como para provocar, dialogar com nossos interesses, nossos conflitos, nossos desejos. Um trabalho artístico deve ter seu valor que nos venha enriquecer a alma. Seja pela forma, pela cor, pela dimensionalidade, bidimensionalidade, seja no grito que o ecoa pelas intervenções urbanas como pelas instalações em galerias.

Com grande prazer que apresento a grande artista plástica carioca Chrystiane Corrêa com quem tenho dialogado sobre artes plásticas. Atualmente considerada uma das grandes artistas plásticas da cidade do Rio de Janeiro, do Brasil. Seu trabalho é contemporâneo e extasiante. contemplem e apreciem.


Chrystiane Corrêa





"Formas disformes, pinturas provocativas, sensações indes-critíveis, sentimentos extra-polados. Seja lá qual for a maneira escolhida para definir o trabalho artístico de Chrystiane Corrêa nada estará certo ou errado – até porque tanto a arte como a própria artista plástica não se encaixam em padrões pré-estabelecidos. Pelo contrário, existem para contradizer o status quo vigente e criar novos paradigmas."...

Antônio Tozzi - Jornal Achei USA







eva - exposição no centro cultural



rio de janeiro


beijo


beijo 2


uma noite com o rei


Sweet Jesus

biografia

Chrystiane corrêa
· nasceu em niterói - rio de janeiro - brasil - 1961.


Formação
· comunicação social - universidade gama filho.
· escola de artes visuais do parque lage, rio de janeiro.


Cursos
· parque laje - joão magalhães
· núcleo de estudos com joão wesley e chang.
· história da arte com marco antonio.
· processo criativo com charles watson.


Livros
· campo de imantação - livro galeria, org l. Guelman, pierre crapaz, joão wesley - eduff - 2004.
· édesign - arquitetura arte decoração design paisagismo - volume 1 - 2006 - editoria eliane figueredo.
· harvests of new millennium - art and poetry - vol 1 nº 1 - india - usa - 2008.
· harvest of new millennium - art and poetry - 2009 - editor santosh kumar.
· arquitetura e interiores - rio de janeiro - 2009 - editora vania e mosley - fotografias mca estúdio.

· exposições coletivas


· universidarte - universidade estácio de sá - 2001 - rio de janeiro.
· universidarte - universidade estácio de sá - 2001 - niterói.
· museu do ingá - novas aquisições - 2004 - niterói.
· galeria de artes visuais lana botelho - 2002 - gávea - rio de janeiro.
· galeria de artes visuais da uff (universidade federal fluminense) - exposição campo ambiental - 2003 - niterói.
· galeria do poste (aniversario da galeria) com o grupo imaginário periférico - 2004 - niterói.
· galeria de artes visuais solange rabelo - exposição scent of woman - 2006 - miami - usa.
· imaginário periférico - exposição em pau grande - 2003 - campos.
· imaginário periférico - exposição em dois atos - 2003 - rio de janeiro.
· galeria do poste - 2007 - niterói.
· encontro com a arte - coleção natural life - todeschini oceânica- niterói -rj - 2008.
· exposição new york - international arte expo new york -2009-jacob k. Javits convention center.
· galeria patricia costa - rio de janeiro - 2009.


· projetos especiais
· catálogo cultural da cidade de niterói - rj - evento gastronômico - projeto da arquiteta cristina grossi - forte rio branco -2005 - niterói - rio de janeiro.
· tv globo - quadros na cenografia das novelas: a cor do pecado, senhora do destino, belíssima - 2004, 2005 - rio de janeiro - brasil.
· tv 30 - participação com quadros em cenários de vários programas - 2005.
· tv brasil - cenário no programa leila cordeiro, café da manha - 2006 - miami - usa.
· mastercasa - galeria de arte - projeto da arquiteta kátia jacobson - 2003 - niterói.

· artefacto - novo olhar - ambientação - sergio paulo rabello - 2009 - rio de janeiro.
· tv globo - novela caras e bocas - abril 2009 - cenografia may.
· escritorio de arte - sciacco studio - tania sciacco - 2009



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Visitem o Centro Cultural BNB e o Sesc e em breve o Museu do Crato Vicente Leite!

Parece que aqui no Cariri há muito que se conquistar em se falando de artes plásticas. Venho pensando sobre a movimentação da massa caririense em relação a visitações, o desejo de cultivar a pintura, as esculturas, as instalações, os desenhos, há uma efervescência que insiste em adentrar os ares da nossa terra. Com a vinda do Centro Cultural Banco do Nordeste as artes visuais ganharam seu destaque verdadeiro, seu lugar de merecimento, pois não é a toa, não é uma iniciativa qualquer que veio promover nossa arte. Aqui há cabeças pensantes, gente que ama o belo, e o poder da imagem. Uma mistura eloqüente de modernismo e contemporaneidade nos discursos que passam pelas galerias e chegam até as esquinas com as intervenções proporcionando a reflexão e a emoção num publico acostumado com outros fazeres. Espaços realmente importantes pode se dar ênfase que merecem respeito pois proporcionam estrutura ideal para exposições temporárias. Mensalmente surgem novos artistas e artistas que já possuem bagagens artísticas nas veias. Xilógravos, Pintores, desenhistas, artistas visuais que se utiliza de novas linguagens para expressar nossa época.
A arte não é como antigamente se diziam privilégios dos ricos, uma arte burguesa. A arte deve ser para todos pois não depende de condições geográficas, financeiras, mas depende apenas do interesse do próprio homem. Ninguém é propriamente exclusivo, todos somos aptos a aprender desde que haja interesse. O prazer que a arte proporciona é um bem-estar que produz no homem o sentimento de alegria. Devemos cultivar o desejo de ver as idéias que os homens, os sentimentos, que expressamos e que sintamos o prazer de sermos tocados e até motivados, libertos, despertarmos o senso crítico. O entendimento é algo tão pessoal que geralmente cada um tem uma experiência com a arte. Olhar e entender não só depende do conhecimento dos movimentos acadêmicos, mas sensibilidade.
Criei o blog para divulgar, promover, discutir, opinar, estimular-se. Já fazem mais de 1 ano que está online com muito esforço porque amo o que faço e sou artista plástico que procuro viver de arte o que é difícil mas não é impossível. Temos hoje grandes artistas que postam aqui como a Alessandra Bandeira, o Alexandre Lucas, o Wilson Bernardo, a Edilma Rocha que está responsável para restaurar o acervo artístico do Museu de Arte Vicente Leite na cidade do Crato, Ceará., e outros escritores. Nessa luta vamos divulgando nossos trabalhos, as artes, no intuito do desenvolvimento do homem.

Chrystian Marques
Administrador
Fotos: Edilma Rocha
Centro Cultural BNB Juazeiro do Norte - Ce

Curiosidade artística do Crato - Por: Edilma Rocha

GRAUBEN BOMILCAR, nasceu no Crato em 1889. Radicou-se em São Paulo e se dedicou a a familia e a música. Tocava piano juntamente com as irmãs e transferiu o aprendizado a filha, Eunice Katunda, musisista famosa que compôs - Negrinho do Pastoreio. Começou a pintar aos setenta anos e escolheu a pintura pura e inocente, denominada Arte Naif. Este estilo tambem conhecido como Arte Primitiva, nasceu de uma pintura extraída de cores sem mistura e matizes, mas, forte e vibrantes inspiradas no folclore dos festejos de seu povo, estendendo seus tapetes de fé sôbre tela, imprimindo a sua cultura ou reinterpretando sua história. Pincelaram este estilo, Antonio Poteiro, Alba Cavalcante, Sônia Furtado e o cearense, Chico da Silva. Maria Grauban Bomilcar de Monte Lima, nasceu no Ceará e teve formação autodidata. Procurou aprimorar o seu estilo peculiar e tomou aulas com o professor Ivan Serpa na Sociedade Brasileira de Belas Artes e era conhecida como conterrãnea de Vicente Leite do Crato. Sabe-se que o Governo Brasileiro presenteou a rainha Elizabeth da Inglaterra com uma obra da artista, que se encontra no Palácio em Londres, na década de 60. O sucesso do estilo minuncioso e de pequenos pontilhados e riscos fez sucesso na Europa juntamente com outros nomes brasileiros aqui citados. Participou da sétima e oitava Bienais Internacional em São Paulo Segunda Bienal Americana de Córdoba, 1964 Exposição, Brazilian Naifs Painters, Paris, 1965 Coletivas em Moscou e Varsóvia Exposições Individuais de Arte Moderna, Rio de Janeiro Exposição Individual na Galeria do Copacabana Pálace, Rio de Janeiro Citação no livro Peintres Naifs de Anotole Jakousn Notável talento desta nova Arte Brasileira, deixou o seu registro na história de que para a Arte é sempre tempo de começar. Faleceu no ano de 1972 na cidade do Rio de Janeiro.




Edilma Rocha
Tela: GRAUBEN BOMILCAR






Obs: Estou republicando a belíssima matéria escrita por Edilma Rocha, nossa querida colaboradora tendo em vista a importante notícia que passava despercebida pelos cratenses e internautas. vale relembrar esse texto.


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Chrystian


Quarta-feira, Novembro 25

Exposição em São Paulo mostra conquistas do negro nos EUA

Segunda-feira, Novembro 23

SER Y GRAFIA-

Projeto reúne artistas brasileiros e argentinos para um intercâmbio de idéias serigrafadas. O livro-álbum de tiragem única tem as imagens expostas na Livraria Pop até 28/11
projeto Ser y Grafia é um livro-álbum de gravuras serigráficas originais e assinadas, criadas por artistas plásticos, designers, ilustradores e estúdios coletivos de São Paulo e Buenos Aires. O idealizador do Projeto é o Estúdio Diálogo, que coordenou a edição.
São oito artistas brasileiros e oito argentinos convidados para criar imagens em três cores que refletissem sobre as diferenças e os paralelos entre a produção portenha e a paulistana. O resultado desse diálogo cultural (veja a galeria com as imagens acima) virou o livro que terá uma tiragem de 300 exemplares, sendo 90 delas destinadas a instituições de arte, cultural e educação dos dois países.
Fonte Bravo

Sábado, Novembro 21

Adiado para próximo dia 27 o resultado da seleção para programação dos Centros Culturais BNB em 2010


FORTALEZA, 20.11.2009 – O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) está prorrogando, de hoje (sexta-feira, 20) para o próximo dia 27, o prazo para divulgação do resultado da seleção de propostas artísticas para participação, durante o ano de 2010, nas programações dos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano).
O adiamento ocorre por fatos que impactaram nos procedimentos necessários à finalização do processo de tabulação e consolidação dos dados oriundos das comissões avaliadoras.
Foram inscritas 1.455 propostas, sendo 513 de música, 218 de artes cênicas, 211 atividades culturais infantis, 204 de artes visuais, 145 oficinas de formação artística, 102 cursos de apreciação de arte e 62 de literatura.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cultura@bnb.gov.br ou pelos fones (85) 3464.3108 (Fortaleza), (88) 3512.2855 (Cariri) e (83) 3522.2980 (Sousa).

Sexta-feira, Novembro 20

Consciência negra

Não vi sorrisos do brancos
vi sorrisos humanos
Não vi homens brancos
vi homens de alma
"Amarás o teu próximo como a ti mesmo" Disse Jesus.

Quinta-feira, Novembro 19

Legado Indígena



O Espaço Cultural Unifor abre hoje a exposição "Legado Sagrado", com 60 fotografias de Edward S. Curtis abordando o cotidiano dos índios norte-americanos no começo do século XX



Retratos, momentos do cotidiano, rituais. Os povos indígenas dos Estados-Unidos são tema da exposição fotográfica do norte-americano Edward S. Curtis (1868-1952), com abertura hoje no Espaço Cultural Unifor Anexo. Promovida em conjunto entre a Universidade de Fortaleza e a Embaixada dos Estados Unidos, a exposição oferece ao público de Fortaleza a chance de mergulhar no mítico universo dos índios norte-americanos.



A exposição presta, também, uma homenagem ao fotógrafo e etnógrafo cujo trabalho se tornou referência pela intensa produção relacionada à temática indianista - foram mais de quatro mil imagens catalogadas, entre 1901 e 1930, registrando representantes de aproximadamente 80 nações indígenas dos Estados Unidos.

Também oferecendo ao visitante mais informações sobre a obra de Curtis através de um filme de Anne Makepeace, a exposição reúne 60 reproduções de fotografias, disponibilizadas a partir do acervo do escritor, pesquisador e colecionador Christopher Cardozo, que inclui mais de quatro mil cópias "vintage" (ampliadas pelo próprio artista, a partir dos negativos originais). A mostra inclui ainda painéis informativos sobre a vida e a obra do norte-americano e tem curadoria do fotógrafo brasileiro João Kulcsár.


"Esta exposição fotográfica é única e foi criada especificamente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O principal objetivo de cada uma das 60 fotos em exposição é homenagear nossos povos indígenas, sua história e cultura", destaca Cardozo, em apresentação de 2005 sobre a mostra, ressaltando o objetivo de atrair e criar um diálogo positivo entre as diversas populações da América Latina - são duas exposições idênticas em itinerância por diversos países. No Brasil, de acordo com a Embaixada dos Estados Unidos, o trabalho de Curtis pôde ser apreciado pelo público de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas. Da capital cearense, a mostra segue para Recife.

"Cada imagem foi reproduzida no tamanho e na mídia mais adequados para reforçar o impacto do objeto. As imagens são representativas das várias regiões geográficas e culturais onde Curtis fotografou e mostram a sua arte no retrato e na paisagem, bem como em fotos da vida cotidiana e de rituais", enfatiza Cristopher Cardozo. "As reproduções são altamente fieis ao visual, ao sentimento, às dimensões, entre outros aspectos, das cópias ´vintage´ de Curtis. Uma ampla gama de mídia impressa foi explorada, e no mínimo cinco mídias impressas diferentes de reprodução fotográfica artística foram empregadas em cada exposição".

Herança e diálogo

Representante da Embaixada dos Estados Unidos, Edvaldo Amorim aponta o destaque conferido pelo governo norte-americano à divulgação do trabalho de Edward S. Curtis em países da América Latina.

"É uma exposição realmente especial, valiosa, com um material único, de colecionador. E faz parte de um trabalho conjunto da embaixada com o governo brasileiro, através da Secretaria de Igualdade Racial, para trabalhar a igualdade de etnias", afirma Amorim, frisando a herança indígena como um ponto de convergência entre Brasil e EUA.

"Percebemos uma aceitação muito boa da exposição nas outras cidades. É um tema em que a sociedade brasileira está cada vez mais interessada".



FIQUE POR DENTRO

Edward Curtis e a cultura indígena

Natural de Whitewater, no estado norte-americano de Wisconsin, Edward Sheriff Curtis alimentou interesse pela fotografia e pela temática indianista quando sua família se mudou para Puget Sound, perto de Seattle. Fotógrafo autodidata, confeccionou sua própria câmera. Sua dedicação ao tema acabaria por torná-lo um nome fundamental para a visão popular sobre a cultura indígena do país. Morreu aos 84 anos, em 19 de outubro de 1952.

Mais Informações:
"Edward S. Curtis: Legado Sagrado". De hoje a 24 de janeiro, no Espaço Cultural Unifor Anexo, campus da Universidade de Fortaleza. Abertura hoje às 20h. Visitação gratuita: de terça a sexta das 10h às 20h, sábados e domingos das 10h às 18h. Contatos: 3477-3239.

DALWTON MOURA
REPÓRTER




Fonte: Diario do Nordeste

Terça-feira, Novembro 17

Exposição na Reffesa XI Mostra Cariri de Cultura

Na conhecida Reffesa em Crato acontece uma exposição de fotografias de Francisco Santos, curadoria de Gilmar de Carvalho. Cemitério Marinho. A exposição ficará até dia 20. Confiram.















Fotos: Chrystian Marques

Andy Warhol na Argentina



Exposição traz retrospectiva do artista norte-americano em Buenos Aires



Se você for passar a virada de ano ou as férias de verão em Buenos Aires, não deixe de visitar a exposição Andy Warhol, Mr. America, no Museu de Arte Latinoamericano. Em cartaz desde o fim de outubro, a exposição é a maior já realizada na Argentina sobre a obra de Andy Warhol (1928 – 1987), um dos maiores nomes do por art.





Abordando principalmente sua produção entre 1961 e 1968, a mostra reúne mais de 170 trabalhos entre pinturas, fotografias e serigrafias, e 44 filmes dirigidos pelo artista. Entre as obras, destacam-se as famosas latas de sopa Campbell, os coloridos retratos de Marilyn Monroe e Mao Tse-Tung e filmes como Outer and Inner Space e Blow Job.


Andy Warhol, Mr. America fica em cartaz em Buenos Aires até 22 de fevereiro de 2010. Mas se não der para dar um pulo na capital Argentina, não se preocupe. A previsão é que a exposição seja exposta na Pinacoteca de São Paulo a partir do dia 20 de março de 2010.

Fonte:www.msn.com.br